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Estação das tranças

Na última edição da São Paulo Fashion Week a trança foi destaque nos cabelos de modelos e atrizes. Não é de hoje que as tranças atraem as mulheres com sua praticidade e elegância. E elas estarão com tudo na temporada primavera-verão.

Trançar o cabelo é uma técnica antiga. Desde o surgimento da civilização africana, o estilo tem sido usado para identificar tribos, origem, idade, estado civil, religião, riqueza e posição social das pessoas. Manipular o cabelo representa uma forma de expressão da corporeidade e da cultura negra.

Na Grécia, e depois em toda a Europa durante a Idade Média, a trança foi adotada pela maioria das mulheres. No início do século XV, com a escravidão das sociedades africanas, o cabelo exerceu a importante função de condutor de mensagens. Nessas culturas, o cabelo era parte integrante de um complexo sistema de linguagem.

Trazida ao Brasil pelos escravos durante o período colonial, a trança ressurgiu com força bem mais tarde, nos anos 70, junto com o movimento hippie. A partir daí, não saiu mais de moda. Todos os anos, a cada estação, o penteado revive com mais criatividade.

“As tranças estão na tradição e no dia a dia do nosso país, tão miscigenado. Nesta estação, elas chegam novamente, mas serão apresentadas de forma versátil, clássica, simples e em estilo romântico”, declara Patrícia Paiva, consultora pedagógica do curso A Arte de Trançar os Cabelos, do Instituto Embelleze.

Cabelo dreadlock
O dreadlock, trança de formato cilíndrico que se assemelha a uma corda, é uma técnica ainda mais antiga. O que se sabe é que teve origem na região da Índia. Não nasceu com o movimento rastafári ou com Bob Marley, como alguns acreditam, mas foi nesta época que ganhou o mundo.

A opção por não cortar nem pentear o cabelo está relacionada a uma questão religiosa. Os dreads também foram utilizados como protesto contra a Babilônia e a imposição de um padrão de beleza.

Na atualidade, diversos são os estilos de pessoas que aderiram à moda. Dreadlock tornou-se sinônimo de luta, imponência, provocação. E, o mais importante: não precisa estar associado à sujeira e desleixo. Existem várias formas de lavar e hidratar o cabelo.

De acordo com a consultora do Instituto Embelleze, a trança do tipo dread é uma técnica que requer uma manutenção muito cuidadosa.

Para preservar o trançado, que pode ser o tradicional, o feito com cera, com agulha ou com trança e lã, a profissional dá algumas dicas. “Lave o couro cabeludo com as pontas dos dedos e xampu neutro. Nunca use condicionador. Enxágue bem para que todos os resíduos sejam eliminados. Utilize, em seguida, um secador na temperatura fria, para evitar que a umidade prejudique a saúde dos fios”, conclui Patrícia Paiva.

Acompanhando as tendências

Penteados dessas modalidades são usados no mundo todo por pessoas de todos os estilos e idades. Segundo Paiva, os grandes salões passaram a exigir, por esse motivo, conhecimentos específicos dos profissionais. Hoje, os cabeleireiros buscam mais do que formação e capacitação, eles precisam estar atualizados com as técnicas empregadas nos grandes centros internacionais de beleza.

“A concorrência é muito acirrada, e quem deter o conhecimento das teorias com competência para colocar em prática, será o profissional que o mercado procura. A atualização não é uma opção e sim uma condição de sobrevivência dentro da área de beleza”, afirma a consultora.

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